Uma pesquisa da empresa de consultoria empresarial norte-americana AT Kearney, realizada com 1,5 mil consumidores, aponta que os jovens entre 14 e 24 anos preferem comprar mais em lojas físicas que online. Segundo o levantamento, 81% dos entrevistados gostam de fazer compras pessoalmente, enquanto 73% preferem descobrir novos produtos visitando lojas.

À primeira vista, a notícia dessa pesquisa desmistifica toda e qualquer teoria da evolução. Afinal, como antecessores dos modernos e conectados millennials, a geração Z nunca incluiria a opção tradicional de compra presencial tal qual seus pais, avós e até bisavós.

Surpreender é a ação preferida desse grupo sociológico. Talvez com eles, possamos aprender que a evolução natural dos tempos atuais de consumo está no equilíbrio e na personalização. Essas são duas palavras de grande valia para empresas que destinam (ou querem destinar) seus produtos e ações de marketing a estes jovens.

O equilíbrio está na característica tátil, principal adjetivo dado a esta geração. Experimentar é com eles mesmo. Não é tanto ao mar e nem tanto à terra. O que importa é a novidade, a primeira mão. De viagens a produtos, as compras online não atendem de forma plena os seus anseios de toque e gratificação instantâneas.

A geração Z é, sim, adoradora de tecnologias de self-checkout via mobile, de pagamentos virtuais, touchscreens interativos e tantas outras experimentações virtuais, assim como os millennials, mas os “Z’s” gostam de navegar nas prateleiras físicas para pegar, experimentar, cheirar, sentir… enfim aguçar todos os sentidos possíveis antes de adquirir o produto.

Todo esse movimento é motivado por uma atuação de quem sabe da importância do online. Afinal, é a primeira geração completa de nativos digitais que, em contrapartida, se distancia a passos largos do estresse das redes sociais. Por isso, o desafio das marcas varejistas é atentar-se em personalizar as experiências de atendimento do cliente e compras cross-canalidade online/off-line da geração Z.

Comece a testar a profusão de sentimentos dos Z’s nesta Black Friday, uma das principais datas do varejo brasileiro. Combine experimentações virtuais, como promoções em sites (eles adoram pesquisar em sites) com toques de varejo do mundo real, criando marketing de sensações no ponto de vendas, dando protagonismo aos seus desejos de omnishoppers.

Coloque em prática nesta Black Friday a filosofia pop de que tudo muda o tempo todo no mundo. E com a geração Z não seria diferente. Afinal, há tanta vida lá fora. E lá dentro também. Sempre.

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