A Convergência em uma Gelada | E-Consulting Corp.
Grupo ECC E-Consulting Corp. DOM Strategy Partners Instituto Titãs Inventures

A convergência da Web com todo e qualquer equipamento eletronicamente habilitado (eletricamente habilitado, para ser mais preciso) é necessária. Mas antes de ser necessária, ela é inexorável, pelo simples motivo de que a Web (ou Rede) é uma expressão da própria essência conectada do ser humano:

  • Conexão interna, aos seus valores, princípios, crenças, ideais, desejos, necessidades, percepções, sonhos, interesses, enfim, todas as expressões derivadas da individualidade e
  • Conexão externa, para compartilhar tais expressões com seus semelhantes e colaborar criativamente para a concepção de novas propostas, tendências e movimentos para assim, co-construir o futuro.

Tal ciclo – indivíduo para a coletividade, coletividade para o indivíduo – tem sua velocidade determinada pelo grau de facilidade (e ausência de ruído) que a conexão propicia. Na prática – nos equipamentos que permitem tal conexão, mais especificamente nas suas características e funcionalidades.

Assim como na física, é necessário ter os elementos certos para gerar o impacto desejado. E a equação para o sucesso na convergência é simples: garantir que as funcionalidades que estiverem disponíveis, através dos equipamentos, sejam aquelas que atendem (ou melhor atendem) as necessidades, interesses e finalidades de um determinado indivíduo, em um determinado momento.

Quanto mais assertiva esta equação, maiores as possibilidades que o indivíduo terá (e maiores as possibilidades de sucesso e perpetuidade que um novo equipamento terá no mercado).

Hoje, quando se pensa em convergência, pensa-se em mobilidade. Pensa-se em smartphones, devices, celulares… o que, convenhamos, se tornou um discurso repetitivo e batido, que reduz a compreensão do conceito de convergência. Mas se depender da iniciativa de empresas de bens de consumo e eletro-eletrônicos, a tendência é que a convergência se torne mais rica em novas possibilidades.

Os produtos de linha branca como geladeiras e refrigeradores são um bom exemplo de como, ao longo do tempo o processo de redização (habilitar às redes) evolui para equipamentos não nativos no mundo digital: primeiro com a adoção de funcionalidades digitais (botões!), passando por displays eletrônicos (com informações sobre status, temperatura, funções, etc), acoplamento de telas interativas e DVD players chegando finalmente à disponibilização de acesso à Internet.

Essa foi, digamos assim, a linha evolutiva das geladeiras até meados de 2002, quando a LG começou a comercializar a Internet Digital DIOS Refrigerator no mercado norte-americano. (http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u11230.shtml)

De lá para cá, tal evolução se estagnou. O motivo foi simples: não existe, a principio, benefício real em acessar a internet ou qualquer rede a partir de uma geladeira (por que não acessar diretamente do computador ou celular? é a pergunta óbvia). E simplesmente disponibilizar uma funcionalidade de forma desassociada de outras não significa convergência, mesmo que seja no mesmo aparelho (está aí o pulo do gato…)

Então o que é uma geladeira convergente? Se fornecer informações sobre quantidade e validade dos produtos disponíveis? É um começo. Se sugerir receitas com base nos ingredientes estocados? Se fizer pedido de compra dos itens em falta ou por acabar? Melhorando. E se ela se conectar com as geladeiras de seus amigos em sua rede social para compartilhar os hábitos alimentares de cada um, aí começamos a falar de convergência de verdade.

Por mais visionário que o exemplo possa parecer, é difícil discordar de que, um dia, a convergência – representando múltiplas funcionalidades integradas para potencializar as conexões internas e externas de cada indivíduo – estará disseminada em todo e qualquer equipamentos elétrico/eletrônico (nem que seja apenas como finalidade de localização). Mas de que será, principalmente, economicamente viável para ser comercializada e adotada em escala.

Até lá, acompanharemos a evolução das empresas e de seus equipamentos em torno da convergência até ficar quente o suficiente para dizermos que encontraram a solução. No caso das geladeiras redizadas, esfriando, esfriando até ficar frio o suficiente.

Os comentários estão fechados.

Scroll to Top