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Estadão.com.br Economia e Negócios, Outubro, 2010

Os galpões da Cipolatti, maior empresa de decoração natalina de shopping centers da América Latina, sediada em Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo, já estão operando em ritmo acelerado. Este ano, a Cipolatti vai decorar 128 shoppings, três deles no exterior – no Uruguai, na Argentina e em Angola. Trata-se de um volume de contratos 16% maior do que o de 2009, quando a Cipolatti atendeu a 110 encomendas.

“A demanda aquecida se deve às parcerias com as maiores empresas do ramo e ao lançamento de vários shoppings”, diz Ana Cecília Cipolatti, diretora comercial da empresa. A Cipolatti, que tem em seu portfólio clientes como o Morumbi e o Ibirapuera, em São Paulo, Barra Shopping, no Rio, e ParkShopping, em Brasília, não divulga seu faturamento, mas o mercado estima que o preço da decoração de um shopping pode variar de R$ 500 mil a R$ 1,5 milhão.

A liderança nesse nicho de mercado vem do pioneirismo da matriarca da família, a mineira Conceição Cipolatti, mãe de Ana Cecília e de mais três filhos, que hoje tocam a empresa. “Mamãe adorava decorar a casa no Natal, vivemos o clima natalino desde crianças”, diz Ana Cecília. A primeira encomenda atendida por dona Conceição veio do BH Shopping, de Belo Horizonte, em 1981.

De lá para cá, diz Ana Cecília, o mercado de decoração deu um salto de modernidade, com muita tecnologia e pompa. Segundo ela, nos primeiros tempos da Cipolatti não havia material importado, que hoje representa 70% da matéria-prima utilizada pela empresa na produção de cerca de 400 temas natalinos.

Três Maracanãs. Os números dos itens usados pela Cipolatti na montagem das decorações natalinas são superlativos: 80 toneladas de madeira, 32 milhões de luzinhas, 3,1 milhões de bolas, 9 mil árvores de Natal e 10 mil guirlandas, entre outros acessórios. “Reunido, esse material ocuparia três estádios do Maracanã”, diz Ana Cecília. Para comportar todo esse arsenal, a Cipolatti conta com uma área de instalação de 30 mil metros quadrados, em Taboão da Serra, e um showroom de mil metros quadrados, onde os temas natalinos ficam expostos durante os primeiros seis meses do ano. Além disso, a empresa conta com um depósito em Jacareí (SP).

O auge das atividades se dá no segundo semestre, especialmente a partir de meados de outubro, quando a Cipolatti começa a entregar as encomendas. “Temos um mês para montar todos os shoppings”, diz Ana Cecília. Para isso, a equipe fixa de 400 funcionários sobe para 2 mil em todo o País. A inspiração para criar os motivos natalinos muitas vezes brota de reuniões familiares. “Enquanto o pessoal por aí faz brainstorm, nós, como bons mineiros, criamos à base de broa e café”, diz Ana Cecília. Papai Noel é assunto sério na família. Todo ano, os irmãos Cipolatti fazem uma competição entre eles para ver quem faz a decoração caseira de Natal mais bonita. “Aqui, todo mundo acredita em Papai Noel”, diz Ana Cecília.
INVESTIMENTO
Magna vai ampliar fábrica no Brasil

A canadense Magna International, fornecedora de componentes para montadoras de automóveis, vai dobrar a capacidade de produção de sua fábrica de Vinhedo (SP) até a metade de 2011. Com receita global de US$ 17,4 bilhões em 2009, a Magna vai criar, ainda, uma linha de espelhos para veículos no País. “A nova linha faz parte de nossa estratégia de ampliação do portfólio em países onde a demanda está crescendo”, diz o americano Scott Paradise, vice-presidente de marketing e desenvolvimento de negócios da Magna.

CALL CENTER
Setor cresce e mira no varejo

As empresas do chamado contact center deverão fechar 2010 com um crescimento de 11%, com receitas de R$ 23,78 bilhões, de acordo com uma projeção da E-Consulting e do Grupo Padrão. Já o faturamento médio por posição de atendimento, que era de R$ 44,73 mil em 2009, deve fechar este ano em queda de 0,9%, a R$ 44,33 mil. Mesmo assim, segundo Roberto Meir, diretor do Grupo Padrão, o cenário é de otimismo para 2011. “Além das áreas tradicionais de atendimento, como SACs, televendas e recuperação de crédito, há espaço para a consolidação do canal de atendimento telefônico no ramo varejista”, afirma.

COPA & OLIMPÍADA
Brasscom quer um pedaço das encomendas de TI

A Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom)recebeu um estudo executado pela consultoria ATKearney sobre as necessidades tecnológicas do Brasil na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016. Segundo o estudo, os gastos com TI deverão representar 10% dos investimentos públicos de R$ 57 bilhões previstos para os dois megaeventos. Com o trabalho a tiracolo, a Brasscom está procurando os governos dos Estados envolvidos com os eventos na tentativa de fazer com que pelo menos parte das encomendas seja executada pelas empresas brasileiras de TI, em vez de ficar nas mãos dos parceiros da Fifa e do COI. ” Estamos preparados para atender a demanda”, diz Antonio Rego Gil, presidente da Brasscom. ” No mínimo, queremos atuar como subcontratantes e fornecedores dessas empresas”, diz Gil.

AUTOMÓVEIS
Superesportivo made in Brazil

No próximo dia 27, na 26.ª edição do Salão do Automóvel de São Paulo, a Rossin-Bertin, do ex-projetista da GM Fharys Rossin, vai lançar o Vorax, o primeiro carro superesportivo brasileiro. O carro, que pretende concorrer no mesmo nicho de ícones como Ferrari, Porsche e Lamborghini, terá o alumínio fornecido pela Alcoa como principal matéria-prima. “O uso do alumínio, que deixará o carro 400 quilos mais leve que um modelo convencional, vai aumentar a performance”, diz Rossin.

O principal sócio de Rossin no empreendimento é Natalino Bertin Jr., herdeiro do grupo frigorífico Bertin, que se uniu ao JBS Friboi no ano passado. O carro será produzido em Blumenau (SC), numa fábrica de 10 mil metros quadrados, na qual estão sendo investidos R$ 25 milhões, e que terá capacidade para produzir até 300 unidades por ano. O preço estimado do Vorax é de até R$ 900 mil.

Fonte: Estadão.com.br Economia e Negócios

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