Mercado de vendas pela internet projeta forte retração em 2016 | E-Consulting Corp.
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A Tribuna – Abril, 2016

A expectativa de vendas do comércio eletrônico brasileiro para 2016 é negativa em 2,35%. Para 2016 essas transações vão beirar os R$ 62,4 bilhões enquanto no ano passado o montante foi de R$ 63,9 bilhões. A pesquisa foi divulgada pela consultoria E-Consulting especializada em estratégia corporativa que analisou três setores: automóveis, bens de consumo e turismo.
A queda pode influenciar até mesmo as regras de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no comércio eletrônico brasileiro, segundo nota. O consumidor niteroiense comemora essa possibilidade, apesar de reconhecer que os preços de produtos na internet são mais baratos do que em lojas físicas. “Comprar na internet é mais vantajoso e com essa possível redução o preço tende congelar ou diminuir. Isso é ótimo em tempos de crise que tudo aumenta, da conta de luz ao salgadinho da esquina”, exemplificou a vendedora Marília Aguiar, 30 anos.

Segundo nota o segmento de bens de consumo ainda possui maior representatividade com 51,8% da fatia do varejo online. Se no ano passado o cenário deste setor era aquecido, cuja arrecadação foi de R$ 32,2 bilhões, em 2016 as compras de televisores, geladeira, smartphones, dentre outros itens, crescerá apenas 0,3%, tendo a previsão de arrecadar R$ 32,3 bilhões. Já o turismo online cairá 4%, com a expectativa de gerar R$ 16,9 bilhões frente aos R$ 17,6 bilhões, e o segmento de automóveis prevê queda de 6,4%, de R$ 14,1 bilhões para R$ 13,2 bilhões.

Inflação, crise econômica, falta de crédito e medo de investimentos são alguns dos motivos para a retração nas vendas do e-commerce. “A burocracia criada com o pagamento do tributo em mais de um Estado afeta no preço do produto final, que impacta no bolso do consumidor, em função do aumento do imposto, e que, por fim, atinge as vendas nas operações de e-commerce. É uma rota em constante colisão, cujo segmento deverá driblar com a execução de novas formas de encantamento aos seus compradores”, explicou Daniel Domeneghetti, CEO da E-Consulting.

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