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A mobilidade está cada vez mais presente em nossas vidas, seja pessoal ou profissional. Fenômenos como telefonia celular, Internet e tecnologias de conectividade transformaram drasticamente a maneira de se relacionar, trabalhar, comunicar e se divertir.

Com aproximadamente 130 milhões de celulares habilitados no Brasil e uma densidade de 68,2% (68,2 cel/100 habitantes), não restam dúvidas que a mobilidade é uma realidade irreversível.

No mundo corporativo a necessidade de ferramentas de mobilidade é cada vez mais uma constante. De acordo com pesquisas realizadas, os colaboradores trabalham, em média, 25% de seu tempo longe de suas mesas ou do escritório (externos, em clientes, home-office – este pouco incentivado no país, etc).

Receber e enviar e-mails, acessar dados e informações da Intranet da empresa ou ainda prover os colaboradores que trabalham em campo com ferramentas e dispositivos que permitam a comunicação em tempo real são algumas das funcionalidades que geram ganhos de eficiência nos processos de comunicação e vendas.

A promessa da era da convergência é anything, anytime, anywhere. Dentro deste escopo de possibilidades estão relacionados diversos fatores que são viabilizadores desta tentadora proposta.

Atualmente, temos 4 grandes nichos de atenção: os aparelhos que permitem a conectividade (celulares, smartphones, notebooks e PDAs), as tecnologias e a infra-estrutura wireless (redes, segurança, sistemas operacionais, softwares e aplicativos), as operadoras de telefonia móvel e seus parceiros (acesso, dados, voz, conteúdo, entretenimento, serviços, etc) e as pessoas e empresas que fazem uso dos 3 fatores anteriores.

Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de E-Business aponta que o notebook lidera com 33% de penetração a relação dos dispositivos que são atualmente mais utilizados para a realização de atividades móveis nas empresas, seguido pelo aparelho celular, com 26%, pelo PDA, com 20%, e pelo smartphone, com 13%.

Estudos do TechLab da E-Consulting mostram que, apesar da boa intenção das empresas em adotar processo realmente móveis – 48% das companhias entre as 1000 maiores já utilizam algum tipo de solução remota – boa parte dos projetos móveis tem cunho experimental/piloto, com orçamentos tímidos associados à percepção de alto-risco.

Consultas a sistemas corporativos do tipo Intranets, Extranets e E-Procurement, soluções de SFA (Sales Force Automation), push-mail e conferências remotas lideram as aplicações móveis neste universo de empresas.

Muito pouco se tem investido em redes sociais, escritórios remotos, modelos de colaboração em projetos, mobile-learning ou atividades transacionais (m-commerce, m-banking, m-payments, etc) suportados por mobilidade.

Idealmente, a adoção estratégica da mobilidade corporativa, por aprendizado, deverá seguir 3 etapas básicas: 1ª. Etapa: desenvolvimento de pequenos projetos piloto, 2ª. Etapa: substituições de processos atuais por processos móveis e 3ª. Etapa: desenvolvimento de processos nativamente móveis. Nitidamente ainda estamos na etapa 1.

O mercado de soluções móveis corporativas certamente possui um vasto campo de desenvolvimento e oportunidades pela frente; porém, faz-se necessário tornar a alta tecnologia dos aparelhos, dispositivos, softwares e aplicativos em algo simples, funcional e que gere melhoria na qualidade e eficiência dos processos e atividades diárias dos colaboradores das empresas, com soluções personalizadas e verticalizadas por segmentos de mercado e necessidades específicas. Só assim será possível ampliar a oferta e aproveitar as demandas latentes.

O que se observa hoje, contudo, é a inexistência de uma cadeia de valor organizada em torno da mobilidade, com papéis claros e modelos de negócio definidos e rentáveis para todos os players envolvidos.

A complexidade da cadeia e seu nível de desorganização impedem que o usuário tenha, a preços competitivos e performances adequadas, a capacidade de aderir em massa às ofertas móveis existentes, principalmente no que tange a dados e elementos multimídia.

O cenário 3G e as novas tecnologias da convergência prometem mudar esta realidade, mas o custo relativo dos serviços, a usabilidade das funcionalidades e a eficácia da cadeia de distribuição estão intimamente ligados ao timing de sucesso comercial destas ofertas.

Não há dúvida que a convergência digital e serviços móveis têm potencial latente de gerar valor em toda a cadeia produtiva associada à mobilidade e para as empresas e profissionais que deles fizerem uso estratégico e funcional.

Ganhos de eficiência operacional, aumento de produtividade, redução de custos, riqueza de conteúdo, interatividade, instantaneidade de acesso a informações, possibilidades transacionais multiplataforma e até aumento da qualidade de vida no trabalho são alguns dos benefícios vislumbrados. A questão é: será isso possível, a médio-prazo, em alta escala, com o atual andar da carruagem?

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