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Portal Executivos Financeiros – Abril, 2015


Daniel Domeneghetti, sócio-fundador da E-Consulting
Daniel Domeneghetti, sócio-fundador da E-Consulting Corp.

E-Consulting Corp. aponta as principais tendências para a TI na vertical bancária

Políticas de governança mais efetivas, uso crescente de Big Data e Analytics no apoio às decisões, digitalização acelerada das operações do dia a dia, inovações constantes no atendimento aos clientes e construção de arquiteturas flexíveis são, na avaliação da E-Consulting, algumas das iniciativas mais notáveis que hoje vêm impulsionando a transformação do “business” bancário no Brasil.

Em entrevista para o portal da Executivos Financeiros, Daniel Domeneghetti, sócio-fundador da empresa, descreve mais pormenorizadamente quatro aspectos que, a seu juízo, estão sobressaindo neste cenário de mudanças, diretamente ligados às necessidades de negócio colocadas para as instituições financeiras. Eles seriam os seguintes:

  1. Inteligência e serviços de valor agregado – Aumento da importância e da pressão competitiva para se extrair, beneficiar e propiciar a utilização de dados das plataformas, infraestrutura, sistemas e aplicativos, proprietários ou não, em padrão “ready to use” para tomada de decisões de negócio, como, por exemplo, nas aplicações de Big Data e Analytics.
  2. Migração digital, a partir da transformação para o padrão MCC – Mobilidade, Convergência e Colaboração. Aqui, o entrevistado cita, para ilustrar, o imperativo do autosserviço, a multicanalidade, as redes sociais, a “aplicativização” da tecnologia (“tudo como APP”), entre outras vertentes. “Por isso, a TI deverá ser entendida como TIC – Tecnologia da Informação e da Comunicação”, nota ele.
  3. Inovação, principalmente no que tange à oferta de melhor comunicação, relacionamentos e transações, além, é claro, dos requisitos concernentes à usabilidade e à confiabilidade/segurança. “Outras questões, como agência do futuro, cross-canalidade e atendimento a clientes não correntistas, já vêm ganhando peso nas agendas estratégicas dos bancos”, completa.
  4. Infraestrutura/arquitetura flexível, com o aumento das operações que propiciam gerenciamento centralizado para serviços e transações descentralizados, como os suportados nos modelos “as a service” e “cloud”, por exemplo.

Embalando todas essas tendências, destaca Domeneghetti, haverá o fortalecimento da governança de TI, que precisa ser cada vez mais estratégica e legítima para contemplar questões como planejamento, gestão, padrões, “compliances”, mundo digital, sustentabilidade e auditoria de impactos e resultados, entre outras.

“Como a TI, no mais das vezes, é o maior orçamento das organizações, o acionista certamente vai cobrar do CIO uma posição efetiva de valor gerado e protegido pela TI a partir do investimento que faz para atender a esses desafios de negócio e demandas de mercado”, comenta ele.

De maneira geral, o especialista entende que os bancos serão “hubs” tecnológicos. Ele, por sinal, manifesta desacordo com a tese, defendida por muitos, de que as instituições se transformarão em empresas de software. “O ‘core’ não será produzir tecnologia, mas algoritmos. Por isso, a inteligência ficará dentro de casa, proprietária e diferencial, gerando conhecimento de valor. Haverá produção tecnológica como e onde for mais interessante para a organização”, conclui ele.

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