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Nos Ambientes Digitais, Design e Usabilidade São os Reis do Usuário

Em pesquisa realizada pelo XPLab da E-Consulting Corp., de Jan a Jul de 2009, com mais de 3000 internautas, apontou que para 37.3% dos entrevistados, a função design, compreendendo layout organizado funcional + arquitetura de informação + elementos criativos visuais aparece como o maior motivo de credibilidade de um site, hot site ou blog corporativo. Como segundo fator, aparece com 31,4% o item usabilidade/facilidade de navegação e buscas de serviços e informações específicas. 

Esses indicadores incidiram sobre sites e ambientes online que tinham como premissa pertecerem a empresas e marcas conhecidas. O XPLab agora implementa a 2a. Etapa da Pesquisa, levantando as mesmas variáveis para ambientes online desprovidos de marcas conhecidas (a idéia é evidenciar qual é o verdadeiro papel de marcas fortes na credibilidade online).

Explica-se: na internet, como na vida, as pessoas preferem ler imagens que traduzem mensagens capazes de “conversar” com a razão, emoção, desejo e instinto das pessoas. Isso é papel do design.

O efeito do “Mito da Caverna” de Platão, quando o homem vê pela primeira vez as coisas belas do mundo pode explicar esse “jeito” humano de ler as coisas.

“(…) todos presos desde a infância no fundo de uma caverna, imobilizada, obrigada pelas correntes que os atavam a olharem sempre a parede em frente. O que veriam então?

Supondo a seguir que existissem algumas pessoas, uns prisioneiros, carregando para lá para cá objetos (…)

Assim, ainda estupefato, ele se depararia com a existência de um outro mundo, totalmente oposto ao do subterrâneo em que fora criado. O universo da ciência e o do conhecimento, por inteiro, se escancarava perante ele, podendo então vislumbrar e embevecer-se com o mundo das formas perfeitas. (…)”.

No decorrer dos anos, ampliamos nossos horizontes e notamos que o que era belo para um, poderia não sê-lo para outro. Assim, a arte (o mundo das diferenças e das impressões) se customizou e se mostrou:

  • nos desenhos rupestres os símbolos cobertos de desejos e intenções;
  • no ideal grego de beleza e perfeição, seguido por Roma (temos Davi de Boticelli, Vênus de Milo, Discóbulo…);
  • no Renascimento (há quem ache a Monalisa bonita, outros não), etc.

Ora modelos perfeitos, ora modelos mais rechonchudos. Ora cores, ora sombras. Ora vivos, ora mortos. O padrão do belo vai se moldando de acordo com a época, cultura, costumes, interesses, quebras de paradigmas, moda, etc.

Só que mesmo diante desta variedade de estilos, tendências e opiniões pessoais ainda sim há uma espécie de referência que harmoniza uma composição. Isso se caracteriza o padrão que muita gente gosta (as modas, hypes, unanimidades, padrões de beleza “dnamente” aceitos) e que consultamos antes de tomar decisões como um ‘benchmarck’. O incosnciente coletivo da beleza, talvez.

E assim o design se formou como arte e evoluiu para ativo de valor nos negócos.

O design humano (a beleza), dos produtos (carros, roupas, móveis), da informação (folders, cardápios, livros), das palavras (rimas, poesias), do som (ritmo, melodias, harmonias), da luz e das cores (ilumuminação, tonalidades), dos ambientes (casas, salas, banheiros)… e também dos ambientes virtuais (Sites, Blogs, Campanhas, E-Mails, Videos, Redes, etc).

Diz o ditado “Beauty is in the eye of the beholder”. Ou seja, a beleza pertence, de fato, a quem a enxerga, julga, percebe… e não a quem (ou o quê) a tem. A beleza é, portanto, reflexo. E o design dá a forma, sentido, usabilidade e funcionalidade a essa beleza. O design é a ciência do reason-why da beleza, da arte do belo.

A beleza “é”, em última instância, do expectador, do voyeur, do cliente… pois são eles que a percebem, entendem, sentem.

O design dos ambientes online mostra suas facetas de maneira constantemente renovada. Ora mais interativo, ora mais intuitivo, ora mais funcional, ora mais cartesiano. Imagens, animações, sons, vídeos, colaborações podem ou não agregar.

Na Web, nos negócios, em qualquer esfera da comunicação sensorial, o design tem que comunicar com sentido e eficácia. Vender carros é vender design, vender roupas é vender design, e assim por diante.

O design, para a empresa, permite que se cause uma boa primeira impressão em todo o seu público. E permite que, com sua recriação, recrie-se constantemente esta impressão/sensação. A Web é um ambiente/ferramenta fundamental para isso. É certo, mais que certo, que é (e será cada vez mais) o primeiro ponto de contato (momento da verdade) entre o potencial cliente e a empresa.

No mundo digital intermitente, é premente se levar em conta que o cliente está construindo seu comportamento online sempre agora. Ele está se acostumando, aprendendo a utilizar novas ferramentas, ficando mais e mais exigente. Navegabilidade é atividade contínua e não pontual, que se aprende e se muda a cada nova empreitada.

A beleza do design (o sentido de comunicação de mensagem e emoção) é a nota de corte fundamental da atratividade da comunicação; mas a qualidade da funcionalidade e da usabilidade dos ambientes digitais desenhados pelo design são as facas que marcam essa beleza em função da eficácia. Não há sucesso de um sem o outro.

Gostar do belo é natural, é da natureza. É como nos relacionamentos animais, humanos. A beleza atrai, gera interesse. O convite é a aparência, o estilo, o estético. Depois, só no momento depois, analisamos o conteúdo e, se ambos forem interessantes, vale uma concentração, um aprofundamento. Do contrário tentamos outro(a). Não dá para fugirmos do nosso DNA, contrariar a natureza. Design é sensorialismo, é antropomarketing.

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