O herdeiro do Orkut | E-Consulting Corp.
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IstoéDinheiro, Julho-2016

O engenheiro turco que criou a mais popular rede social do mundo, antes do surgimento do Facebook, volta à cena com o Hello, que já conta com 100 mil brasileiros inscritos

Paz e amor: Orkut Buyukkokten lança no Brasil uma nova rede social que, segundo ele, baseia-se no amor e não em likes

Paz e amor: Orkut Buyukkokten lança no Brasil uma nova rede social que, segundo ele, baseia-se no amor e não em likes ( foto: divulgação)

Eram tempos de ingenuidade nos primórdios das redes sociais. Em 2004, nascia o Orkut, a primeira rede social a ganhar escala planetária, conquistando, no seu ápice, 300 milhões de pessoas. O engenheiro turco Orkut Buyukkokten, que criou a rede enquanto trabalhava no Google, não imaginava que teria tanto sucesso, com uma legião de fãs no Brasil com 40 milhões de usuários. “Quando lançamos, nós não antecipamos a demanda”, diz Buyukkokten, em entrevista à DINHEIRO. “Recebemos milhões de usuários em um espaço curto de tempo e nossa infraestrutura não estava preparada.” Essa é a principal lição que o engenheiro diz ter aprendido com o Orkut, que agora tenta aprimorar com o lançamento de Hello, a sua nova rede social, que começou a operar no Brasil na terça-feira 19.

Fechado pelo Google em 2014, o Orkut já havia sofrido um forte baque em 2011, quando perdeu muitos usuários para o Facebook, que tem hoje 1,6 bilhão de membros. Mas agora, o Orkut revive na nova plataforma, buscando centralizar a experiência no usuário. Diferentemente do Facebook, o Hello é específico para uso em smartphones. Nele, o usuário escolhe cinco entre cem “personas”, que são usadas para compartilhar informações com pessoas que escolheram as mesmas características.  “A Hello é uma rede social construída no amor, não em likes”, afirma.  A fama que o Orkut teve no País no passado, segundo o engenheiro, será positiva para atrair usuários para a rede. Segundo ele, 100 mil brasileiros se inscreveram para fazer o download do aplicativo.

O modelo de negócios é baseado na compra de moeda virtual, que dá acesso a presentes e conteúdo. “Estamos no fim da onda Facebook”, afirmaDaniel Domeneghetti, CEO da consultoria E-Consulting, para quem a nova rede social pode ser uma alternativa aos atuais sistemas, que bombardeam as pessoas com mensagens e induções comerciais. “A Hello é mais um player propondo um modelo de negócio alternativo, apostando no cansaço da democratização infinita.”

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