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A Internet é o caldeirão dos comportamentos humanos, potencializados instantaneamente, online. A rede é o nirvana dos voyeurs e cresce a cada possibilidade de espiar que propicia. É a perdição dos compulsivos, que compram e compram cada vez mais. É o palco dos mentirosos, que se passam pelo que gostariam de ser nas salas de chat e fóruns; é o oráculo dos necessitados, o conselheiro dos perdidos, o oásis dos depressivos e solitários, o amigo dos amigos; um mundo para quem quer conhecer gente e se comunicar. É o planeta abstrato das diferenças e afinidades, só que real, tangível.

Para quem está online tudo parece possível, perto, presente. Inclusive comparar.

A rede, por sua característica meta, faz tudo ser aqui, ao mesmo tempo, agora. Ou seja, a chamada eficiência informacional (i.e., ter acesso à informação rica e comparativa no ato da tomada de decisão) parece ser mais possível na rede. E com ela, todos tendem a se sentir menos enganáveis.

Em economia, é justamente a ausência de informações de valor e veracidade, no ato da tomada de decisão, que faz com que existam janelas de oportunidade para empresas e pessoas (agentes econômicos) poderem aferir vantagens e, por exemplo, venderem produtos com margens mais altas.

Em outras palavras, a presença de informação rica e realista, igualmente a todos os agentes, no ato da compra, traria ao mercado a tão falada perfeição: preços e condições justas. Pensemos nas bolsas de transações (de valores, balcões, feiras, etc), ambientes transacionais físicos mais próximos do mercado perfeito que existem e que mais se assemelham à Internet. Lá, os preços se formam no ato, em função de percepções delineadas pelo advento e entendimento de fatos e informações on-time que os agentes recebem. Ações sobem e caem (e com elas fortunas), pela simples variação de percepções de valor, causadas por novas informações e/ou novas leituras de informações existentes. Tivessem todos os negociantes nessas bolsas informações realistas, sem espaço para arbitragem, e não seriam necessários informediários, nem seriam possíveis as arbitragens (que trazem ganho por operarem em cima da ignorância alheia).

A rede trouxe “todos” os players online, on-time. Em todos os setores da economia, do varejo (B2C) às transações entre empresas (B2B) e às transações entre indivíduos (C2C), impossível em larga escala, antes dela. Com todos estando online, a um clique de distância de seu potencial comprador, foi natural que este passasse a fuçar, checar, comparar.

Comparar é da natureza humana no ato do consumo, seja quando consumimos uma pessoa (a escolha do parceiro), seja quando consumimos valores, ideais, religiões, filosofias, idéias, produtos, serviços, etc. O ato de escolher precede o ato de consumir. O ato de comparar precede o de escolher.

Antes da rede, fazíamos isso do jeito que dava, vivendo de universos restritos, regionalmente limitados. Hoje, com a rede, fazemos isso globalmente. Um mundo de possibilidades (e riscos) se abriu e passamos a operar em maior escala – como agentes econômicos, por sermos consumidores.

Então caiamos na real. É claro que a perfeição mercadológica nunca será possível. Ela é um daqueles targets aspiracionais do homem, mas distante, pois é utópica. Mas buscá-la é um objetivo permanente. E essa busca passa pela redução de distâncias. A cada passo que damos, chegamos mais perto dessa eficiência… e ganhamos com isso, pois mais e mais agentes e informações se colocam à disposição dos compradores para serem comparados. O resultado: escolhas certas, decisões qualificadas, eficiência e adequação.

Mecanismos de comparação de preços online (Sites de comparação de preços, Sites de Leilão, E-Marketplaces, etc) são isso. Sua razão de ser é trazer, instantaneamente, aos compradores, a chance de comparar preços, condições comerciais, variedades, garantias, reduzindo o poder de arbitragem dos vendedores.

A opção B para as empresas, que não querem se colocar nessa posição de comparadas, é construir uma rede de relações, valorizada por marcas tão fortes, tão fortes, que preço e as condições comerciais não sejam objetos de relevância na decisão de compra dos consumidores. E, convenhamos, isso é para poucos, pois é sensorial, portanto, não-lógico, não racional.

Há anos dizemos que a Internet muda tudo no mundo, de seus valores a relações. Não exatamente estigmatizada da forma como despontou, fruto do voluntarismo pontocom, mas justamente por potencializar exponencialmente, a cada dia, tudo que somos, sentimos, pensamos e trazemos de nossa origem genética.

Assim sendo, sugiro que se prepare, amigo, porque o caldeirão vai ferver ainda mais…

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