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Isto é Dinheiro, Abril, 2018

Depois de dois anos em que praticamente andou de lado, comércio eletrônico deve voltar a crescer mais de dois dígitos, segundo a E-Consulting Corp.

Varejo online deve faturar R$ 77,5 bilhões em 2018, prevê consultoria

O varejo online deve voltar a crescer a taxas de dois dígitos em 2018, segundo uma pesquisa divulgada pela consultoria E-Consulting.

De acordo com dados obtidos com exclusividade pelo blog BASTIDORES DAS EMPRESAS , o índice VOL (Varejo Online) deve crescer 20,9%. O faturamento das empresas da área deve chegar a R$ 77,5 bilhões neste ano, segundo as estimativas da consultoria.

“É um crescimento que estava represado por conta dos três anos de recessão”, diz Daniel Domeneghetti, presidente da E-Consulting.

A última vez que o varejo online obteve taxas de crescimento superior a 20% foi em 2015, quando movimentou R$ 63,9 bilhões. Nos anos seguintes, praticamente andou de lado. Em 2016, a queda foi de 2,3%. No ano passado, cresceu 2,7%, quando atingiu R$ 64,1 bilhões.

O VOL, da E-Consulting, é um índice que mede as vendas de bens de consumo, automóveis e turismo. Em seus cálculos entram vendas que começam na internet, mas que podem terminar num ponto físico, como o caso dos carros. A movimentação de marketplaces, como o Mercado Livre, também é contabilizada.

O Ebit, que também mede o comércio eletrônico, foca apenas em bens de consumo e estima que o e-commerce brasileiro deve faturar R$ 53,3 bilhões em 2018, avanço de 12%

De acordo com a E-Consulting, 84% dos brasileiros deve realizar pagamentos por meios online. Dentre as principais razões do consumidor usar as plataformas eletrônicas estão comodidade (55%), confiança (46%), segurança (44%) e agilidade (26%) na hora do pagamento.

Quanto às categorias mais vendidas, a previsão da pesquisa é que os itens de saúde e beleza sejam os mais comprados do período, tendo chances de alcançar um volume de pedidos que representa, aproximadamente, 22% do montante previsto de transações no e-commerce. Moda e acessórios vem em segundo lugar com um volume de 18%. Já os eletrodomésticos e os produtos de informática terão um número de pedidos em torno de 17%, enquanto os eletrônicos representarão um volume de 14%.

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