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Recentemente superarmos, segundo a Anatel, o patamar de 170 milhões de celulares no país. Os assinantes brasileiros somam-se aos outros 2,7 bilhões de usuários no resto do mundo.

Como dar sentido a essa afirmação? Isso significa que:

  • Aproximadamente 40% da população do mundo atualmente carregam um celular,
  • Há hoje mais celulares do que veículos (800 milhões registrados no mundo) e que cartões de crédito (1,4 bilhão),
  • Demorou mais de 100 anos para que os telefones fixos fossem disponibilizados em 80% dos países do mundo, ao passo que para os celulares esse tempo foi de 16 anos e que
  • Em muitos países desenvolvidos, a penetração dos celulares é bem superior à 90% da população, ou seja, a dito “todo mundo tem um celular” está muito próximo da realidade.

A evolução do Mobile Commerce

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A combinação de aparelhos mais poderosos, operadoras de telefonia mais inovadoras e mudanças na infra-estrutura de rede móvel (como redes 3G, capazes de transportar grandes quantidades de dados em alta velocidade) acelerou ainda mais as mudanças em um setor já em rápido movimento e transformação.O celular do futuro (ver links abaixo) é um dispositivo que permitirá aos usuários se comunicar, conectar, interagir, transacionar e inovar.Vídeos:Pesquisador da Nokia fala sobre algumas das descobertas inesperadas encontradas durantes suas pesquisas sobre as formas como as pessoas interagem com a tecnologia (cerca de 16 min com – Legenda em Português).

Jan Chipchase on our mobile phone

Conteúdo:

Artigo escrito pelo pesquisador chefe da Ofcom (agência regulatória de telecomunicações do Reino Unido) fala sobre o futuro dos celulares (3.200 caracteres – cerca de 6 minutos de leitura. Inglês).

The future of mobile phones: A remote control for you life 

No Brasil, assim como na maioria dos mercados, aparelhos com essas características estarão disponíveis em um curto espaço de tempo.

De acordo com a TechRepublic, o número de transações de mobile commerce (ou M-Commerce) deve crescer de 498 milhões em 2006 para cerca de 4,8 bilhões em 2010. Além disso, o ticket-médio dessas operações deve evoluir de US$ 7,00 para US$ 13,00 no mesmo período. Estudos da E-Consulting apontam que no Brasil, em 2010, devemos chegar a algo perto de R$ 400 milhões.

O que querem os Consumidores?

Os consumidores de hoje querem conteúdo, comunicação, e serviços de comércio e informação que possam ser acessados a qualquer hora, em qualquer lugar, em vários dispositivos.

Conveniência, facilidade de uso e segurança são as principais preocupações dos consumidores.

Eles querem comprar bens tangíveis ou digitais, usando as opções de pagamento alternativo, como a M-Wallet (soluções de pagamento via celular), billing-on-behalf (faturamento na conta de serviços) ou cartões pré-pagos.

Além disso, os consumidores querem ferramentas para gerenciar suas contas de telefone e as de seus familiares, de maneira similar ao que acontece com os planos de TV a cabo ou Internet. Ou seja, o consumidor quer ser capaz de controlar o conteúdo acessado e os gastos feitos através de telefone de seu filho adolescente.
E, naturalmente, embora queiram uma ampla gama de serviços, os consumidores não querem pagar a mais por isso.

Principais setores a serem beneficiados

Em nossa opinião, os setores de serviços bancários e produtos financeiros, emissão de bilhetes (aéreos, espetáculos, etc), turismo e entretenimento, educação, conhecimento (assinaturas, downloads, conteúdos, etc) e varejo (bens de consumo, serviços à pessoa física, etc) serão os mais beneficiados com a ascensão do M-Commerce.

As empresas que forem capazes de transformar essa tendência em serviços de valor e comodidade – com a devida e percebida segurança – terão oportunidades únicas de diferenciar-se da concorrência, garantir novas fontes de receita e, principalmente, incrementar o relacionamento com seus consumidores.

Ou seja

O aumento da oferta e da adesão ao M-Commerce é fruto da combinação de novas tecnologias em infra-estrutura de telecomunicações e aparelhos celulares, associados a uma postura mais inovadoras das operadoras de telefonia (em função de menor regulação e aumento da competição) e a uma forte e sólida campanha de informação e demonstração de vantagens e benefícios aos usuários. Para tal, usabilidade e experimentação são variáveis-chave no processo de comunicação e “venda” do serviço.

Em outras palavras, a adoção de estratégias de Mobile Commerce, por sua vez, não se limita à instalação de plataformas de tecnologia – essa é a parte “simples”. Estudos realizados em mercados mais maduros (especialmente Japão e Áustria) apontam o caminho das pedras: as organizações devem também ser capazes de criar campanhas de marketing e publicidade; gerir a privacidade dos consumidores, cumprir  os requisitos regulatórios diversos, garantir a segurança dos dados e ainda criar um modelo de negócio bem sucedido.

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