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O que você, como profissional de TI, deve compreender sobre sua atuação para colaborar com os objetivos da corporação?

Fundamental! A TI tem papel fundamental na construção de valor das empresas, para si próprias e para os stakeholders de sua rede. Em termos práticos, a TI pode desenvolver e entregar o conceito de valor através de suas 2 vertentes principais:

  • Tangível | Financeiro | Curto Prazo
  • Intangível | Econômico | Longo Prazo

Em artigos anteriores, discutimos o desafio que os CEOs e gestores estratégicos enfrentam para equilibrar a sede dos acionistas por resultados no próximo quarter com o crescimento sustentável e a perenidade corporativa no longo prazo.

Gerar resultado como ativo tangível não é novidade para ninguém em TI, ou seja, está no dia-a-dia buscar a implementação tecnológica com viés de redução de custos, busca de eficiência operacional, maximização de ativos existentes, automatização de processos, etc.

O lado da conta que muitas vezes se encontra escondido ou esquecido é o valor como ativo intangível, quando se trata de TI. Por serem ativos não-físicos, interdependentes e de difícil mensuração, as empresas ainda os entendem como custo ou despesa, ignorando seu papel estratégico e o valor da estruturação de um racional para sua gestão.

Mas como a TI gera Valor Intangível?

É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem. Teórico da década de 60 sobre os meios de comunicação, Marshall McLuhan foi precursor dos estudos midiológicos como foco na compreensão de sua interferência nas sensações humanas. Daí o conceito de “meios de comunicação como extensões do homem” ou “prótese técnica”. Em outras palavras, a forma de um meio social tem a ver com a percepção (e fato) das novas possibilidades viabilizadas pelas tecnologias da informação.

Trazendo mais para perto do contexto presente, Andy Clark – especialista em Ciência Cognitiva – foi além, mostrando que nossa mente não se limita àquilo que o cérebro faz, mas torna-se aquilo que o cérebro é capaz de fazer, graças a contribuições externas, incluídas aquelas que nos chegam através da tecnologia, como o computador e o smartphone.

Recordando o que dissemos no artigo De Company Erectus para Company Sapiens (Newsletter DOM/SP), a utilização de tecnologias e ambientes colaborativos – como plataformas Sharepoint, CMS, Facebook e Twitter – incentivam o usuário a comunicar “o que está pensando/fazendo agora?” gerando, ao final do dia, um repositório de pensamentos, idéias, opiniões e insights que formam uma rede social similar ao cérebro humano (rede de neurônios que trocam informações = rede de pessoas que trocam informações), com incrível potencial de utilização por parte das empresas na identificação de oportunidades de negócio e de evolução corporativa.

A esta altura da análise, fica claro que a amplitude e capacidades e oportunidades deste cérebro corporativo dependem, em primeiro lugar, das tecnologias adotadas. As possibilidades de se construir valor acumulado diferencial – mas mais do que isso, valor único|uniqueness, de natureza intangível – derivam sim das tecnologias como meio, como habilitadora e fomentadora das diversas finalidades corporativas, mas também da TI como fim, ligada à inovação nas questões relacionadas ao core business das empresas.

Dada essa constatação, atualmente não é difícil encontrar executivos de TI de alto escalão quebrando a cabeça para entender como as novas tecnologias podem potencializar a entrega dos atributos de marca, valores corporativos e da experiência do consumidor com o produto ou serviço: a TI estratégica, menos vista como custo e mais como vetor de negócio.

Ou a tecnicidade dando espaço à visão de competitividade com diferenciação.

É elementar que o valor intangível é construído através da percepção dos stakeholders externos à corporação e a informação é seu insumo básico, o tijolo da percepção. Como a TI é Tecnologia da Informação (e Comunicação), as possibilidades que ela disponibiliza são os insumos que o arquiteto corporativo terá para construir valor.

E quando se fala de arquitetura, o tamanho (e resultados) da obra é proporcional aos recursos disponibilizados para concluí-la com excelência. Cabe ao profissional de TI se capacitar e à empresa com tais novas possibilidades.

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